loucura não faz sentido...
A cortina vermelha que não deixa o Sol adentrar com todo esplendor do seu poder na sala não impede que, de forma distorcida, ele deixe o aposento com uma coloração que em lembre certo ar infernal ou, tentando ser mais leviano, uma sala escura onde revelamos photographias. Não me incomoda. Eu continuo tentando me livrar da ansiedade promovida pelas mudanças que estão prestes a acontecer na minha vida. Sei que é uma perda de tempo inútil, pois ela só se esvai assim q as mudanças acontecerem, para mais tarde ressurgir com qualquer outro fato que altere a minha rotina. E dessa vez está sendo bem especial e duradoura pq, qdo penso ter chegado o momento da implosão vital, ela é adiada pra dali a pouco. Uma verdadeira brincadeira de mal gosto promovida pelo destino ao qual me recuso a crer.
Dizem que ninguém gosta de mudanças. Eu me incluo nessa generalização. Até aí normal, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) existem motivos que constatam anomalias que me excluem do coro dos com dentes:
1- Apesar de não correr atrás, eu anseio pela mudança.
2- Não corro atrás pq, por mais desconfortável que seja a minha situação, me adapto confortavelmente na sua realidade.
Gosto de ver a vida passar. Gosto de observar as pessoas que não conheço. Gosto de ir contra as crenças espiritualistas q aconselham a busca pela evolução a cada existência por esse plano astral. Talvez não seja tão pecaminoso tirar uma vida pra descansar. Não evoluir nem regredir. Apenas não assinar o nome no hall dos que deixaram sua marca gravada na história. Agrada-me a idéia de passar batido e não fazer diferença pra coisa nenhuma ou ninguém.
A sala vermelha chora ao som de "Wada Na Tod". Eu encaro a ansiedade que me trava pra várias coisas, principalmente criação. Tento escrever qualquer coisa em vão. Primeiro não nascem idéias e, se após muita insistência, brotar algo, me remete ao tratamento que espartanos ofereciam para os nascidos com alguma imperfeição. Dizem que as idéias estão no ar e que basta captá-las. Dizem que são inspirações sussurradas por seres iluminados. Eu acredito no dom da observação. Considero esse um fator X muito poderoso e que, usado com responsabilidade ("com grandes poderes vem grandes responsabilidades", eu aprendi tio Ben!), é aproveitado pelo monstro da liquidificação conhecido como inconsciente. É o que temos de mais puro. Mesmo qdo pensamos putaria (e pensamos muita putaria, vc sabe...) é o extrato mais bruto da nossa essência. Nossa maior qualidade é termos defeitos. Tenho essa consciência e, mesmo assim, às vezes ajo como espartano.
É o retorno de Saturno, é o olho do furacão, é a reviravolta surpreendente ou, simplesmente, a ordem no kaos. Seja o que for, doa a quem doer, custe o que custar, como Uatu, eu apenas observo.
- Hey, Willy! Traga mais dois daqueles docinhos q eu adoro com café. Obrigado!
DISCO NA AGULHA: "TRILHA DO BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS" - VÁRIOS
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
Saudades daquilo q vivi?
Não sou muito chegado em saudosimo. Costumo ser bem intolerante com quem tem saudades daquilo q não viveu. Atualmente, por exemplo, vejo muita molecada com uma paixão pelos anos 1980 com aquela coisa meio sem setido de dizer "aaahhhh aquele tempo que era bom!" sem sequer ter vivenciado a década. Ok, alguém poderia chegar me acusando de saudosista de 1960, mas não é bem assim. Eu prefiro hoje.
Buenas, quase nada ver com o assunto, mas ando assistindo muitos filmes repetidos. Simplesmente não comsigo mudar o canal qdo me deparo com um deles. Nenhum filme q mudou o mundo, nada de muito espetacular, mas q dizem alguma coisa pra mim... sei lá... não ando muito afim de assistir a produção nova. Me contenta rever as velharias...
Algus dos filmes q não consigo não assistir qdo está passando:
- Feitiço do tempo;
- Escola de rock;
- Patch Adams (o amor é contagioso);
- Como se fosse a primeira vez;
- Mente brilhante.
Vai entender...
DISCO NA AGULHA: "CINEMA" - CACHORRO GRANDE
Quarta-feira, Agosto 05, 2009
O mundo dá voltas...
Quem frequenta essa pocilga da web desde o ínicio, deve ter uma vaga lembrança da crise existencial que passei ao assumir que estava gostando da banda mineira Skank que, na época, acabava de lançar o disco "Cosmotron". Isso aconteceu por volta de 2003 (sim, posto nesse blog desde 2003! Humanidade: desculpe por tudo.). Fiz analise com os amigos, me confessei com outros. Enfim, foi um período muito triste da minha vida.
Buenas, hoje digo com todas as letras que atualmente o Skank é a melhor banda desse país. Milhares de anos luz na frente de qualquer outra.
Só isso.
DISCO NA AGULHA: "ESTANDARTE" - SKANK


