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Terça-feira, Março 31, 2009

010

Se 2008 foi um ano de reencontro e contactos, esse 2009 tem como foco a divulgação e o corte pela raiz de um dos grandes prazeres da minha vida: a auto-sabotagem.
Na verdade, isso é um defeito, mas eu tenho a mania de apreciar muito os meus. Então sei q largar isso será como, por exemplo, parar de beber Coca-Cola.
E se estou sendo sincero como não se pode ser, não faz mal. O Cover da Mãe Dináh, esquina maldita da web em busca da velha era q vem sendo publicado desde 2003 (humanidade: desculpe por tudo!), está com seus dias contados. Definitivamente. Pq essa casa é o suprassumo da auto-sabotagem escamosa.

DISCO NA AGULHA: “THE BIRD AND THE BEE” - THE BIRD AND THE BEE

Quinta-feira, Março 26, 2009

loucura não faz sentido...

- MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!! AS FORMIGAS ESTÃO COMENDO A LUA!!!! MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!!
- Mas amigo, me diga, como isso aconteceu?
- MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!! AS FORMIGAS ESTÃO COMENDO A LUA!!!! MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!!
- Por favor! Controle-se e me diga como é que pode ter acontecido uma barbaridade dessas?
- ELAS FIZERAM PONTES VIVAS E CHEGARAM ATÉ ALI!!!! MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!!
- Meu Jenésio Cristal! E será que isto pode atingir a humanidade de forma real e imediata? Por favor, explique-me!
- AS MARÉS!!!! MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!! AS MARÉS VÃO SAIR DO CONTROLE!!!!! AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!
- Quer dizer que existe a possibilidade da humanidade se extinguir por causa desses seres minúsculos?
- MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!! AS FORMIGAS ESTÃO COMENDO A LUA!!!! MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!!
- Sim amigo! Mas, por favor, tente se acalmar para que possamos pensar numa forma de salvarmos a humanidade...
- MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!! AAAAARRRGHHHHHH!!!!!!
- Bom, amigo telespectador... aham... como vc pode ver essa é a opinião oficial dos cientistas da Nasa. Uma grande comoção está acontecendo do lado de fora da sede das Nações Unidas e é pra lá que nós vamos com o repórter Judas Himalaya. Vai daí Judas!

- Obrigado Húmus! Aqui na ONU as pessoas estão levemente agitadas com a possibilidade da extinção lunar. Estamos aqui com um porta voz que vai nos colocar a par do assunto. Boa noite!
- AAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!!!!! AHHHHHHHH!!!!!!! SOCUEEEERROOOOO!!!!
- As providências que as Nações Unidas tomaram foi de reunir o G-8, mas os EUA recusaram-se a comparecer. Algum motivo foi dado para tal desleixo com uma questão de interesse tão primordial para com o resto da humanidade?
- LA BELLA LUNA ESTAY INDO PARA EL BELELÉUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!! MADRE DE DIO! MADRE DE DIOS!!!!!! AHHHHHHH!!!!!
- Especula-se que o não comparecimento dos Eua se deve a uma tentativa desesperada de fazer com que os alienígenas habitantes da área 51 desenvolvam uma arma de extinção em massa e acabe com o plano dos insetos, a ONU confirma esse boato?
- AAAAAAHHHHHHHH! EN NOMBRE DEL PADRE NOSTRO, DEL FILIO E DEL SPIRITUM SANTIS!!!!! MIRA LO FIN DEL MUNDO!!!!! AAAAAAHHHHH!!!!!
- Como vcs podem ver existe um certo desconhecimento das informações. Vamos agora para o nosso link na Av. Paulista com o repórter Márcio Canuto!

- AAAAAARREEEEEEE ÉÉÉÉÉGUAAAAAAAAAAA!!!! AQUI NA AVENIDA PAULISTA TÁ TODO MUNDO QUERENDO COMEMORAR O FIM DO MUNDOOOOO!!!! ESTAMOS AQUI NO MEIO DO POVÃO!!! QUEM AQUI TÁ PISANDO NAS FORMIGAAAAASSSSSSSS????? EEEEEEEEEEE!!!!!!
- Meô! Sae fora! Cê é chato, putz grila!
- OU O BRASIL ACABA COM A SAUVA OU A SAUVA COME A LUA!!!!! BEM QUE MINHA AVÓ JÁ DIZIA!!!!! ARRE ÉÉÉÉÉGUAAAAA!!!!!! VAMOS VOLTAR COM AS NOVIDADES DIRETO DA NASA COM HÚMUS JIMENES!

- Aham... obrigado Márcio! Ai que parece os cientistas já tem uma posição oficial sobre o acontecido e é o que vamos ouvir agora!
- MÉÉÉÉLLLLL DÉÉÉÉÉÉELLLLSSSSSSSSSS!!!!!!!! FOI HORRIBLE!!! FOI HORRIBLE!!! EU ESTAVA COMENDO EL PAN CROCANTE QUANDO DE REPENTE, MEU DEUS... PEDAÇOS DE CRIANÇAS CAINDO NA MINHA CABEÇA!!! FOI A CHUVA DO ARMAGEDDON!!! MAS AGORA EU ME AGARREI NA CRUZ DE SÃO CRISTO E TÔ BEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMMM!!!!!!!!!!!

DISCO NA AGULHA: “THIRD” - PORTSHEAD

Terça-feira, Março 24, 2009

RADIOHEAD – SÃO PAULO – 22.03.09

Tá, tá, tá... vou falar o q do show do Radiohead?
Falar que é minha banda favorita em atividade tornaria simples demais isso. Eu gosto de simplicidade, mas isso não vem ao caso.
O que testemunhei foi a maior banda da atualidade tocando no seu auge. Essa afirmação não é pessoal e nem tem como ser contestada. Hoje não existe banda mais importante do que o Radiohead e será quase impossível eles ficarem maiores do que já são.

"In Rainbows" é o disco da década de 00. Pode ter discussão se é o melhor, mas não dá pra negar que é o mais importante. Além de mesclar todas as facetas da banda de forma mais coesa e segura, o Radiohead novamente apontou os novos rumos para uma indústria fonográfica perdida no olho do furacão das novas tecnologias. Enquanto engravatados e artistas não sabem o que fazer, os cinco ingleses soltam de forma independente um disco pra gente baixar e pagar o quanto achar justo e se quiser pagar e (pasmem!) lucra mais do que conseguiu com o disco anterior ainda sob as asas de uma gigante multinacional.

Foi isso que fui assistir. Não era mais só uma grande banda. Era uma entidade. E o que aconteceu naquelas duas horas e meia é algo que eu sei que nunca mais vou ver na vida. Uma banda afiada, muito a vontade e sem preocupações com anticlímax ou fazer a alegria da galera. Forno aberto não assa pão, lembra? Os caras sabem disso! É claro que se emocionaram com a reação da platéia tbm, não são feitos de pedra e, se fossem, não fariam aquelas canções maravilhosas que fazem.

Serei pessoal ao falar de algumas canções do set list. Não tem como evitar e nem vou falar de todas. Agradeci aos deuses que me nego a acreditar qdo abriram com “15 step”, pq me emocionei ao ver os caras de perto, por estar lá, por tudo isso que escrevi acima. Se fosse uma balada eu corria o risco de pagar mico e chorar. Baladas vieram na seqüência e houve quem reclamou disso deixar o show paradão. Azar deles! Se a canção passar tristeza, me alegra e vira dança! Nunca fui do time defensor da tese “show bom é aquele q vc sai exausto”. Show bom é aquele que te emociona, que te faz soltar um “Putz! Essa é a melhor!” a cada introdução, que te faz aplaudir a cada final de canção e pedir mais um bis mesmo depois do TERCEIRO retorno dos caras ao palco! Ah, tenho q falar do palco... coisa linda a execução das cores nos tubos suspensos pra cada canção, parecia que a coisa tinha vida mesmo! Os telões falharam após a primeira música e ficaram sem dar o ar da graça até a quarta ou quinta, mas voltaram com tudo após isso. Estavam divididos em quatro quadros mostrando detalhes de cada integrante da banda captados por pequenas câmeras espalhadas por todos os lugares do palco. Detalhes mesmo como ver o guitarrista trabalhando com os pedais, close nas cordas do baixo, teclas dos pianos, etc... muito bom!

Momentos especiais: eu não esperava ouvir “The National Anthem”. Antes da música começar, surgiu uma espécie de interferência captando alguma rádio de SP. Muuuuuiiiiito legal! Toda paradinha da música rolava a interferência. Das baladas mórbidas q são meu xodó, “Pyramid Song” e “Exit Music (For A Film)” foram as que me fizeram cantar de olhos fechados. “Paranoid Android” é o hino da banda e ao acabar, a galera começou a puxar o coro do finalzinho novamente e a banda voltou a dedilhar a música com o Thom Yorke fazendo o dueto com a gente e emendando com “Fake Plastic Trees”. Arrepiante! Também mandou o comecinho de "True love waits" como uma introdução de luxo para “Everything In Its Right Place” (talvez esse tenha sido o momento em que me deixei enlouquecer no show e olha q já era o segundo bis). Quando algumas pessoas de pouca fé não esperavam, (mas eu continuava querendo mais!) o grupo retorna ao palco e manda “Creep”. Todo mundo sabia q aquela era a despedida e todo mundo cantou aos berros!

Buenas... o que posso dizer? Sou testemunha ocular da stória. Tenho certeza que não verei algo dessa grandiosidade novamente. Mas poderei contar que já vi, repito, a maior banda de seu tempo no seu auge. Isso não é pouca coisa pra quem vive POR música.

SET LIST:

“15 Step”
“There There”
“The National Anthem”
“All I Need”
“Pyramid Song”
“Karma Police”
“Nude”
“Weird Fishes/Arpeggi”
“The Gloaming”
“Talk Show Host”
“Optimistic”
“Faust Arp”
“Jigsaw Falling Into Place”
“Idioteque”
“Climbing Up The Walls”
“Exit Music (For A Film)”
“Bodysnatchers”

1º bis

“Videotape”
“Paranoid Android”
“Fake Plastic Trees”
“Lucky”
“Reckoner”

2º bis
“House of Cards”
“You And Whose Army”
"True love waits" / “Everything In Its Right Place”

3º bis

“Creep”

DISCO NA AGULHA: “MEMORY ALMOST FULL” PAUL McCARTNEY

Domingo, Março 15, 2009

loucura não faz sentido...

Já não se fazem mais homens como Altair.
Qdo nasceu o pai ergueu a criança aos céus e ofereceu sua vida aos deuses da Terra de Jiloli-kimvarygüirr'ff. Mas aqueles deuses dos povos primordiais estavam senis e entenderam q era a SUA própria vida que o pai estava oferecendo, retirando-a imediatamente do progenitor. Justamente qdo esticava os braços o mais alto possível teve uma morte súbita e fez Altair cair e fraturar os dois bracinhos. Quem dera esse fosse todo o mal da vida daquela criança!
Pq, a partir daquele instante, responsabilizado pela morte do próprio pai, Altair estava amaldiçoado e renegado pelos seus familiares.

Cresceu em vários orfanatos. Era transferido com freqüência pelo seu comportamento estranho. Não era agressivo, não era calmo, não era marrento, não era manhoso... apenas não era nada. Elegia um canto de cada orfanato e lá ficava olhando para o nada o resto dos dias. Alguns consideravam autismo, outros catatonia, outros tinham teorias de memórias traumáticas das cenas do seu pós-parto... enfim... suposições q nos anos q se passaram não resultaram em ajudar o garoto.

Um dia, Renatinha estava fugindo dos garotos no refeitório do Lar Acolhedor de Pré-Indigentes de Los Ovos de Los Angeles (vcs sabem como garotos podem ser cruéis na pré adolescência) e correu até o pátio da instituição. Chovia forte e os garotos desistiram da caçada, mas não saíram da porta, esperando que a frágil presa voltasse em breve. A menina tinha apenas 13 anos, mas o corpo já dava sinais claros de desenvolvimento: pequenos seios firmes e apontando para o céu já se faziam notar debaixo da blusa, os shorts do uniforme da aula de ginástica já mostravam um quadril de tamanho promissor que deslizava para as grossas coxas dando charme para a parte de trás do joelho e uma vontade avassaladora de mordiscar aquela panturrilha que finalizava num perfeito pezinho de princesa com dedos em ordem crescente de tamanho. Ela chorava de medo e raiva daquele bando de arruaceiros sedentos pelo primeiro estupro tal qual um grupo de velociraptores caçando um filhote de triceratops, até que tomou um novo susto ao se deparar com um menino no vão onde tentava se esconder. Pensou que perderia sua castidade naquele momento, mas o garoto não se mexia.

Era Altair parado e, quem sabe, perdido em pensamentos. Renatinha perguntou o que ele estava fazendo ali na chuva e não obteve resposta. Tentou tira-lo dali, mas também não teve sucesso em mover o rapaz. Depois de um tempo, percebeu que os seus perseguidores não estavam mais esperando na porta (já caçavam outra pobre alma indefesa) e foi embora. Mas voltou no dia seguinte e ficou conversando com Altair que não reagia. Fez isso pelo resto da semana, mês e ano. Sentia amizade pelo bom ouvinte. Contava-lhe piadas, desabafava sobre o assédio dos moleques, comemorava quando marcava muitos pontos na ginástica ou falava sobre o professor que achava mais simpático. Até que um dia ele não estava mais ali. Talvez tivesse morrido ou então fora novamente transferido. Não conseguiu informações e nunca mais soube dele.

Renatinha cresceu e virou Renata Giggerinno. Casou-se com um bom rapaz, herdeiro da maior fábrica de guarda-sol de cocktéis da cidade, pegou gosto pelos negócios, assumiu a vice-presidência por méritos próprios até que, aos 36 (trinta e seis) anos se tornou sócia majoritária ao herdar as ações do marido que morrera acidentalmente ao se engasgar com o protótipo de sombrinha feminina de cocktail que estava sendo quase aprovada para entrar no mercado. Inteligente, bonita e rica, era considerada um exemplo de vida por ter chegado ao topo com uma infância difícil e foi convidada para uma entrevista sobre órfãos que venceram os obstáculos e hoje eram pessoas importantes. Aceitou e contou sua trajetória num depoimento emocionante. Na semana seguinte a revista estaria sendo distribuída para todo o país.

Quando leu a matéria, Renata quase enfartou. A outra história de vida era a de Altair! O menino que vivia dentro de seu próprio mundo. Agora ele era um autor de sucesso! Escrevia uma série de livros infantis que vendiam muito: "As aventuras de Renata" contavam as peripécias de uma menina meiga, boa e maravilhosa que ajudava outras crianças com problemas. Era muito claro de onde vinha a inspiração e as lágrimas brotavam nos olhos iluminados da mulher. Na entrevista, Altair cita uma menina que o ajudou, mas não lembrava em qual orfanato foi, pois não prestava atenção onde estava. O repórter não checou a informação, deixou de ligar os pontos e perdeu uma matéria histórica!

Tudo o que Renata queria agora ela ligar para Altair. Falar com ele e agradecer pela homenagem. Ouvir pela primeira vez o som da voz de seu bom ouvinte. Seu coração quase não cabia no peito de tanta felicidade! Entrou em contato como repórter (não revelou ser a Renatinha do orfanato) e conseguiu o endereço de Altair. Faria uma surpresa! Dirigiu sozinha até a mansão do "amigo" e tocou a campainha de forma impaciente. Altair abriu a porta e reconheceu Renata de imediato. Ficou pálido, seus olhos brilharam e sua boca se abriu sem conseguir falar, engasgado pela emoção. Percebendo o estado emocional do agora bonito homem a sua frente, Renata falou as primeiras palavras:

- Altair! Meu deus! É você mesmo! Mas que maravilha te ver bem assim! Não acreditei quando vi a revista! Que bom te ver, meu amigo!

Altair ainda não respondia.

- Eu sei, eu sei! É emoção demais, né? Também estou muito emocionada. Olha só! Estou até chorando de alegria, haha!

Realmente era um puro e sincero choro de felicidade extrema. Tal qual como a personagem dos livros de Altair, Renata realmente tinha um bom coração e se comovia fácil com finais felizes e vitórias de pessoas que sofreram na vida. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), o choro de felicidade logo se tornaria preocupação. Altair estava estático e não se movia. Ao rever Renata, seu cérebro reativou emoções que estavam adormecidas e ele voltou para seu mundo interno. Dessa vez para sempre.

Ao saber da stória, o mundo passou a odiar Renata. As ações de sua empresa caíram bruscamente e ela faliu. A culpa e a pobreza a levaram as raias da loucura, do alcoolismo, drogas e prostituição. Até que um dia, cansada da vida, Renata se matou. Ninguém soube, ninguém reclamou o corpo e hoje ela, na qualidade de indigente, reside no tanque de formol e éter de uma grande universidade do país esperando ser dissecada pelas ávidas mentes do amanhã.

Os deuses da Terra de Jiloli-kimvarygüirr'ff, não satisfeitos com toda essa tragédia, mandaram um furacão para uma cidadezinha do Oeste da Guiana Francesa e destruíram toda e qualquer forma de vida que residia por aquelas bandas. Menos as baratas, é claro!

DISCO NA AGULHA: "LE RETROUVOLLES" - YANN TIERSEN

Sábado, Março 14, 2009

way of life

Eu me considero um cara de gostos bem simples. Gasto dinheiro basicamente com:
- música (discos e shows);
- leituras em geral (HQs, livros e revistas);
- filmes (dvds e cinema)
- boteco

Vira e mexe penso "e se por um catzo na vida eu for muito rico e tiver algo como 1 zilhão de dólares na minha conta, no q gastaria?"

Buenas... eu gastaria em:
- música (discos e shows);
- leituras em geral (HQs, livros e revistas);
- filmes (dvds e cinema)
- boteco

Provavelmente usaria as mesmas roupas tbm.

Vai entender... mesmo rico acredito q não abandonaria meu jeito pobre de viver a vida.

DISCO NA AGULHA: "THE AGE OF THE UNDERSTATEMENT" - THE LAST SHADOW PUPPETS

Quarta-feira, Março 11, 2009

EXTRA!

"eu tentei correr de mim
mas pra onde eu ia
eu tava
quanto mais eu corria
mais pra perto eu chegava"

DISCO NA AGULHA: http://www.myspace.com/paulomopho - PAULO MOPHO

Domingo, Março 01, 2009

loucura não faz sentido...

Anote!

É atormentado por uma questão existencial e adora dizer que a compartilha com John Lennon: não sabe se é gênio ou louco. Às vezes acha que é os dois. Passa horas pensando se realmente existe uma linha que divida essas possibilidades. Lembra da stória sobre os dois lados da mesma moeda? Refere-se a essa situação como o mesmo lado só q de moedas diferentes, pois eles não têm os mesmos valores. Em raras ocasiões, qdo se abre um pouco mais, confirma com todas as letras ter consciência da sua genialidade, mas a compara com uma situação cômica de, por exemplo, casar-se com a Natalie Portman e não ter relações sexuais com a menina, entende? Simplesmente tem o mousse de chocolate dos seus sonhos e não o devora.

Diz que já acreditou em deus, já temeu deus, acreditou em ets, temeu os ets, acreditou em espíritos e, claro, tbm temeu esses espíritos. Agora simplesmente os nega. Não quer dizer que não acredite neles. Apenas não liga mais. Costuma dizer simplesmente que não acredita pra não levar a discussão adiante com a maioria das pessoas, mas conforme nos aproximamos, admite esse afastamento do abstrato e a troca pelo apego com as coisas materiais. Chama de egoísmo, mas não se sabe até onde realmente considera-se egoísta, pois sempre se refere a esse adjetivo pejorativo com uma ponta de sorriso sarcástico.

Há dúvidas qto o seu pessimismo. Fala horrores sobre o paradigma da civilização, sobre a humanidade ser um vírus parasita, sobre o futuro catastrófico conseqüente dos nossos atos enquanto espécie, mas se encanta com a simplicidade do individuo e suas possibilidades infinitas. Nega até se apontarmos uma arma pra sua cabeça, mas acredita que existem pessoas boas e as inveja, mostrando que não se coloca no mesmo time delas. Não pq não merece estar lá, mas pra exercitar seu livre arbítrio de optar ficar de fora. Talvez, na realidade, tema encontrar uma macula no último grão de sua fé.

Gosta de ficar parado. Em silêncio. No escuro. Só. Comenta sobre isso com naturalidade e considera uma qualidade. Não acredita em pessoas extremamente sociáveis. Admira quem desenvolve um meio termo. Já comentou sobre não estar realmente solitário qdo se encontra na solidão absoluta e, por isso, arrota pra quem quiser discordar que fugir da solidão é ter medo de estar realmente acompanhado e que viver constantemente entre pessoas é a entorpecer a alma, pois não existe tempo para separar o joio do trigo em meio a pensamentos e opiniões de terceiros.

Tem uma mania esquisita de tentar entender aquilo que é apedrejado pela maior parte da sociedade. E costuma obter sucesso na compreensão! Mas perdeu a paciência de tentar fazer o resto enxergar o seu ponto de vista. Cada vez mais cada vez menos tem vontade de explicar pra quem não quer entender. Acusa 90% da população terráquea de ser preguiçosa nesse ponto. E então volta a praguejar as teorias pessimistas sobre nosso fim. É um eterno retorno, um ciclo vicioso de contradição. O pior é que esse diagnóstico parte dele mesmo.

Apaixona-se uma vez por semana e sabe bem q esse é o prazo de validade desse tipo de acontecimento na sua vida. Por isso não se entrega a ele. Gaba-se de ter ciúmes do mundo, embora não demonstre por nem um segundo, a não ser em forma de piada. O bordão que criou para essa característica é de que tem um iceberg no lugar do coração. Essa "não-demonstração" de sentimentos cria certa áurea de mistério sobre a sua pessoa. Define isso como o seu charme pessoal. Aiai!

Aham...

Fora essas facetas absolutamente normais e graciosas, é completamente maluco. Pode internar!

DISCO NA AGULHA: "TRILHA PO FABULOSO DESTINO DE AMELIE POULAN" - YANN TIERSEN