loucura não faz sentido...
A aposta era mais ou menos a seguinte: o individuo da espécie humana que conseguisse passar uma noite completa naquele casarão ganharia a vida eterna. Eu sei que vc vai dizer "ah, sim... a vida eterna!" com aquele desdém característico de pessoa cética, mas essa é uma obra de ficção passada numa realidade alternativa de um universo paralelo onde Mephistópheles se materializou e anda entre os mortais. Foi ele quem lançou o desafio.
A fila pela vida eterna era grande. Nem tanto pelo prêmio, mas era pq toda a noite que alguém tentava passar lá era transmitida num reality show. Na verdade era editada num programa de uma hora, mas tbm tinha a opção do pay-per-view pros mais fanáticos. O apresentador do novo fenômeno da televisão mundial era Sérgio Mallandro. Nada mais justo já que o programa fora batizado com o nome do seu antigo matinal infantil que nos brindava as manhãs do SBT: A Oradukapeta. O enredo do programa era absolutamente caótico e não tinha uma rotina, portanto, não dava pra ninguém esperar nada daquilo ali. Público, apresentador e participantes eram constantemente surpreendidos pelas artimanhas de Lúcifer que sempre vencia e, óbvio, cobrava seu preço aos perdedores. Se vc pensou "alma dos manés" acertou na mosca! Toda noite as chamas do inferno recebiam mais um hóspede para curtir momentos de alegria na danação absoluta.
Todos falavam pra eu tentar participar. Minha mãe, meu pai, minha mulher, meu cachorro, até a minha tia que nasceu morta. Diziam que meu perfil fora dos padrões mesquinhos dos gananciosos por fama passageira ou medo da morte seria o às na manga contra o Tinhoso. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), eu não dava ouvidos. Nunca cogitei ficar famoso e tampouco viver mais do que 102 anos. Há muito tempo combinei comigo mesmo q chego até essa idade e depois me mato ou morro de tédio. Ninguém merece viver tanto. Claro que essa é uma opinião pessoal unicamente particularizada do ponto de vista exclusivo da minha pessoa q sou eu mesmo e mais ninguém. Mas eles não me deixavam em paz e começaram a fazer uma campanha para que o eu conquistasse a glória de nunca morrer e passar a perna no mestre do mal. Chegaram ao pronto de escrever para a produção do programa relatando o fato. Realmente era raridade alguém não cair na tentação de participar... tanto que despertou a atenção do próprio Diabo.
Não deu uma semana e recebi um email me convidando pra participar. Nem me dei ao trabalho de responder. Um tempo depois ligaram lá em casa. Era a produtora me convidando. Ela foi muito agradável e educada... simpática até! Uma voz bonita e uma risada gostosa. Daquelas que a gente sabe que é verdadeira qdo ouvimos, sabe? A gente ouve uma dessas risadas e meio que se encanta pela pessoa antes mesmo de conhecer ela direito? Poizé, Zé! É desse tipo de risada que estou falando. Agradeci o convite mas recusei. Na semana seguinte ela ligou de novo e tomou outra negativa, mas ficamos conversando sobre outras coisas como filmes, músicas, produção e qualidade da programação da TV aberta, hamsters sem a parte de cima da cabeça, crenças religiosas e relacionamentos entre pessoas de sexos opostos. Depois de uma hora e meia de conversa estava marcado o nosso primeiro encontro pra noite seguinte. Conforme combinado ela passaria em casa pra me levar até um bar e restaurante que queria me apresentar.
Qdo atendi a porta fiquei pasmo. Além de todas as qualidades citadas antes, a moça ainda tinha o dom da beleza. Não era aquela beleza das modelos fotográficas que nunca me agradou muito. Era a beleza simples da mulher que não usa maquiagem, salto alto ou vestidos emperiquitados. Parece que já me conhecia pq apareceu com um jeans e uma camiseta. O rosto era de menina. Mas não de menina envergonhada! Meio moleca... que pega a gente pela mão e nos puxa correndo querendo mostrar o desenho engraçado que fez no cimento fresco da calçada do vizinho rabugento. Uma beleza calma, tranqüila e absoluta. Daquelas que vc sabe que está lá sem procurar e abriria mão dos seus sonhos só pra poder ficar olhando ela dormindo sorrindo após uma sessão de três filmes de comédia seguidos e despertando meio sem jeito por sentir que estava sendo observada.
O nome dela era Dulce.
Saímos.
E foi muito legal.
No fim da noite, ao me despedir e entrar em casa, percebi que estava apaixonado.
Então, naquele momento, eu soube que Satanás já tinha garantido a minha alma sem a necessidade de eu aceitar o desafio.
DISCO NA AGULHA: "DEJA-VU" - METRO
2009
Começou essa semana pro escamoso.
Depois de, sei lá, 12 anos tirei um peso da cabeça e, no mesmo, dia fechei uma arte bacana pra um projeto gráfico bem responsa. No dia seguinte apareceu outro.
Coisas boas. Quem prantá, cói.
To devendo um loucura não faz sentido, eu sei! Acredito q a falta deles reflete ao escoamento musical q ando tendo esses últimos tempos. Então as idéias q iriam pro texto acabam indo pras canções... aliás, tenho vontade de escrever um, faz um tempinho já, mas não basta ter vontade nesse caso (legal q se inverter umas letrinhas, caso vira caos e, em se tratando dessa série, tem uma certa razão).
Sexta passada fui jogar o Nintendo Wii. Pra quem tinha um Atari aos 3 anos de idade, aquilo é inacreditável. Pra começar o controle não tem fio! Tipo, quase chorei maravilhado com as novas tecnologias. Me sinto velho, mas isso eu sempre me senti. Agora eu estou virando um realmente e, putz, adorando cada segundo! Tem um lance q eu percebo da gente ir ficando com mais dúvidas qdo envelhece. Na teoria deveria ser o contrário, mas não é. Vejo a molecada com muita certezas, muitos dogmas. Exatamente como eu costumava ser. Dá outro sentido pra frase “A dúvida é o preço da pureza e é inútil ter certeza”.
Sobre quase chorar... talvez a idade ande amolecendo o iceberg q tenho no lugar de coração. Ando me emocionando fácil demais com filmes principalmente. Quem diria, né?
Ah! Novos blogs ali do lado: o novo do Paulo (Consoantes e outras Dissonâncias) e um q o John do Pato Fu tem em conjunto com seu parceiro de longa data Rubinho Troll (665, vizinho da besta).
Eu continuo gostando muito de Coca-Cola.
DISCO NA AGULHA: “ESTANDARTE” - SKANK
DIAS SEM NET...
Até normalizar fico nesses hiatos de postagem (mas tentarei não ficar tanto tempo sem escrivinhar nada nessa joça...). Vivo na abstinência e é phoda! Segue o q ando fazendo:
Lendo mais q o habitual
Poizé, acaba q a gente usa o tempo outrora desperdiçado pra fazer umas coisas úteis. Acabei terminando o "Retrato de Dorian Gray"... livro bom, mas q me fez dormir muito durante sua leitura. Eu pensava q o problema era comigo, q andava cansado demais ou sem saco pra ler, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) no meio do caminho, caiu nas minhas mãos a autobiografia do André Midani "Música, ídolos e poder: do vinil ao download" q simplesmente devorei num dia. Fiquei aliviado, o problema não era comigo. Sem o peso da culpa, retomei o sonífero e terminei ele sem maiores problemas. Nesse fim de semana li o "Almanaque do rock" do Kid Vinil. Legal, bem organizadinho. Pra quem quer conhecer sobre a stória e personagens desse ritmo rebolativo sem se aprofundar demais é bem recomandável. Pros ratos de ficha técnica tem sempre umas bandas desconhecidas citadas lá pelo tiozão q manja pra cacete do assunto. Agora, sem muita opção na fila, posso acabar a bio do Galileu q tava lendo antes disso tudo. Se alguém quiser me presentear com leituras, aceito doações daqueles q quero ler na seqüência:
- A CANÇÃO DA ESPADA - Bernard Cornwell
- 1001 DISCOS PARA OUVIR ANTES DE MORRER - Robert Dimery
Ouvindo menos música q o habitual
Quem diria, né? Em compensação...
...Muito apegado ao violão
As pontas dos dedos afundadas com a marca das cordas falam por mim. Acho até q tô tocando melhor (o q não quer dizer nada pra um punk maldito).
Desenhando antes mesmo de ser contratado, ou seja, tomando iniciativa!
Outra surpresa da minha parte. Estou tomando frente em algumas coisas q geralmente não tomaria. Estiquei minha linha de contatos recentemente e acho q essa foi a melhor coisa do trimestre final desse ano de plantação. Sim... plantei muita semente em 2008 (não leve para o duplo sentido, please!) e, acredito, que devo estar colhendo alguma coisa em 2009. Foi um ano bacana pra auto-conhecimento, auto-afirmação, composição e até profissional.
O povo fala pra visualizar, pensar positivo, mas eu não curto muito essas viadagens, sei lá! Se nada der certo volto pra Marília e começo do zero. Valeu a experiência.
FU TE BOL!
Ah, claro! Semana q o tricolor do Morumbi assume seu lugar de direito na tabela a gente comenta. Teve cara q me chamou de louco qdo disse q o São Paulo seria campeão mesmo 11 pontos atrás do Grêmio. Mas é isso aí! Pontos corridos tu precisa ser regular e, era questão de tempo pra isso pesar. E esse ano demorou pq o planejamento foi algo fora dos padrões do Morumbi. Contratar no ínicio do ano caras como Adriano Imperador ou Carlos Alberto só serviu pra tumultuar o ambiente do grupo. Com a saída dessas malas a paz volta a reinar por ali. Ainda assim, vou dar uma zicada no meu time pq, o São Paulo nunca conquistou um tricampeonato em toda sua stória. E, o primeiro ser logo de um brasileiro, acho grande demais. Tenho ainda um sonho romântico de menino torcedor de um tricampeonato paulista. Se eu pudesse escolher, esse seria nosso primeiro tri...
E finalmente...
Assisti ontem o CQC. E, francamente, esse humor de ficar deixando pessoas constrangidas não me agrada. O Pânico tbm enveredou definitivamente pra esse lado e tbm não consegue me alegrar tanto... prefiro muito mais no rádio. Acho que é bem mais fácil irritar as pessoas ou colocar elas numa sinuca de bico do que sentar diante de um computador e escrever um roteiro engraçado.
Pra escamoso rir:
-STAN UP COMEDY (os terça insana da vida)
-PÂNICO NA JOVEM PAN FM
-THE BIG BANG THEORY
-TWO AND A HALF MAN
-SEINFILD
-QUINTA CATEGORIA
-DESCARGA
-MR. BEAN
-SIMPSONS
-CHAVES
DISCO NA AGULHA: "THE LAST BLACK SHEEP" - MACFECK


