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Segunda-feira, Setembro 29, 2008

A DIFERENÇA ENTRE O SER E O ESTAR
Uma coisa é falar "Eu sou phodido!" outra coisa é "Tô phodido!".

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O desinteresse venceu o medo e a esperança.
Sinto falta das discussões acaloradas de antigamente sobre política. Antes do Lula e do mensalão matarem a esperança e, conseqüentemente, o interesse das pessoas, era legal. Claro q ainda existem os engajados idiotas. Mas esses são chatos e tristes. Não gosto deles. Nem de discutir política mais. Sempre pensei q estaria me estuprando ao anular um voto meu, mas já estavam me estuprando a muito tempo.

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É sempre lindo andar...
Estive em São Paulo semana passada. Aí rola todo um lance saudosista por ser minha terra natal e tals. Acho q não moraria lá, mas gosto de passear e observar. Fiquei uma hora parado de pé em frente ao Masp só olhando o povo andando na Paulista. Como ando com mania de biografar mentalmente os estranhos q cruzam comigo (talvez, em breve, um post sobre isso...) já deu pra sentir q eu viajei na maionese totoso. Muitas cabeças no mar de gente. Muita diversidade. Sempre lembro de uma frase do André Abujamra q peguei pra mim e diz "amo a diferença pq ela une o mundo".

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Sou fraco!
Acabei quebrando uma promessa q fiz pra mim mesmo de não comprar CDs esse ano. Levado pra passear nas Grandes Galerias, estava todo orgulhoso de mim, resistindo a tudo (já tinha passado sem consumir nas lojas mais perigosas como a Baratos Afins) qdo me deparei com o disco original da trilha do E aí, meu irmão, cade vc?. Putz! Não teve jeito: paguei uma nota chorando de alegria.

DISCO NA AGULHA: "ARTISTA IGUAL PEDREIRO" - MACAGO BONG

Sábado, Setembro 20, 2008

PREVEJO QUE ESSE SOM É DOS BÃO:


Eu poderia fazer algo q nunca fiz nesse antro e ficar tentando falar tudo o q a obra do Sr. Gessinger representou pra minha vida.
Melhor não. Já sou muito zoado por gostar pelos q odeiam, e pior, talvez, algum freak fanático pelo cara não entenda q minha relação é tão diferente do q a visão pobre, infeliz e cega q apenas um fã poderia ter, e (como um Chapman da vida) tente me matar.
Prefiro falar q gosto da simplicidade e do amadorismo.
Gosto de verdade da verdade.
Gosto do forno fechado.
E todos esses ingredientes tem nesse bolo.

BAIXA O DISCO NOVO ENQUANTO LÊ, PORRA!

Pouca Vogal, o novo projeto, é muito bacana. Até pq torna tudo mais simples ainda!
O acerto com o novo parceiro ficou leve e delicado, pesado e forte. Difícil entender o contrasenso? Poizé, Zé... é assim q deve ser. Duca Leindecker (Cidadão Quem), apesar de ser 50% do duo, é coadjuvante na stória. A maioria das músicas é do velho Gessinger (q já começa a exibir barba branca, podendo assumir em breve o posto de sósia do Sivuca ou/e do Hermeto Pascoal) e as do guitarrista tem grande influência da engenharia hawaiiana.

Humberto parece ter se livrado de uma amarra invisível e imaginária q o mantinha numa liberdade moderada dentro dos Engenheiros. A dupla não traz a mesma sensação do Humberto Gessinger Trio (primeira aventura solo, de 1996), onde ficava muito claro quem era o líder dos Engenheiros do Hawaii. Não parece a velha banda. Mas (disso ninguém tem como fugir) continua sendo ele mesmo. Percebi ao mostrar a faixa "Pouca Vogal" pra um amigo, dizendo q era um amálgama entre "A banda" do Chico Buarque e "Lucy in the sky with diamonds" e que era algo super diferente dentro da obra do cara, mas nas primeiras 4 palavras da música (Pouca vogal polka trilegal), o ouvinte já me olhou torto e disparou "Mas ele continua fazendo essas coisas horríveis?", hehehe! Pior que tá certo.

Minha favorita é "Pra quem gosta de nós". Desde q foi lançada como candidata a entrar no último disco dos Engenheiros é a que considero melhor música dos últimos tempos do alemão (ao lado de "Força do silêncio" parceria com Duca, gravada no último disco do Cidadão Quem). Levada na viola caipira e com uma letra sensacional, a canção fecha o disco de forma mágica e emocionante com um último refrãozinho à capela.

Se funciona? Não importa. Aqui o q tá contando é a alegria do criador. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), numa realidade onde Vanguart e Mallu Magalhães estão em alta, não seria surpresa se o folk do Pouca Vogal fizesse algum auê aí.

DISCO NA AGULHA: "POUCA VOGAL" - POUCA VOGAL

Quinta-feira, Setembro 11, 2008

Andei andei andeiiiii...

Ando recomendando pra uma galera esse filme, não custa falar dele aqui tbm...

ENCONTRANDO FORRESTER figura facilmente no meu top 10. Não é um pusta filme do caralho q mudou meus conceitos sobre a sétima arte, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) me cativou de uma fora muito maluca. Talvez esse seja o grande responsável pela maneira como escrevo os "loucura não faz sentido". O Sean Connery passa a receita bonitinho num dos momentos do filme onde o meu cérebro explode.

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Ando curioso: reza a lenda q sai hj pra download 8 faixas do novo projeto do Sr. Humberto Gessinger em parceria com o Duca Leindecker (Cidadão quem) q leva o bom nome de Pouca Vogal. O véio HG parace empolgado qdo fala disso... é esperar (e não pagar, hohoho!) pra ver.

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Ando conversando com muita gente mais nova do q eu. E me surpreendendo! Tudo bem q tenho q explicar 80% das referências q falo (cito muita coisa tosca dos anos 80 e 90... se nem quem viveu se lembra, imagina os novatos!), mas com eles tenho paciência. Me sinto meio tutor, hehe!

Sempre tive muito pré-conceito com pessoas mais jovens. Mas, pensando bem, qdo eu tinha 17 anos, os mais jovens tinham 10... hj os mais jovens tem 17. Poizé, Zé... rumo aos 102!

Eu tinha vontade de fazer um post só sobre esse assunto, mas alguns deles estão entrando nessa esquina da web e já tão se achando demais por eu elogiar via MSN ou ao vivo mesmo. Imagina se faço um post exclusivo pra eles...

Na verdade, sou comunista e como criancinhas.

DISCO NA AGULHA: "O CORAÇÃO DO HOMEM BOMBA VOL.1" - ZECA BALEIRO
(que ótimo disco pra se ouvir justo num 11 de setembro, né? Obrigado Osama!)

Sexta-feira, Setembro 05, 2008

loucura não faz sentido...

De todas as loucuras q Fifi cometeu, essa foi a pior. Sem sombra de dúvidas. Colheu algumas maçãs no pomar de sua casa, fez uma saborosa torta, comeu metade e decidiu colocar o restante numa espécie de cesta de piquenique, vestir um capuz magenta e fazer uma oferenda à mãe de sua progenitora, vulgarmente conhecida como sua vó.

Tudo muito bem, tudo muito lindo... porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), eu conheço bem aquela mente maquiavélica e infestada de pensamentos vis e calculistas. Está óbvio e ululusantos que o real desejo da mocréia de 111 quilos (ah, tava pensando q se trata de uma gatinha, mané? Ela devorou metade da torta, pô!) era ser comida por um cover maltrapilho de Lobo Mau. Elementar, meu caro Watson! Com 29 anos nas costas e ainda virgem, Fifi (q na verdade se chamava Zoraide... Fifi era um diminutivo para "Fininha", um maldoso apelido dos tempos de escola) estaria literalmente subindo pelas paredes se a gravidade não puxasse violentamente seu corpanzil de proporções paquidérmicas toda vez q tentava fazer aquilo q as esguias lagartixas conseguem com tanta desenvoltura e com um charme todo delas.

Contava sem cansar uma mentira (q, de tanto repetir, passou a acreditar cegamente) sobre ser uma romântica sem remendo q, na verdade, esperava o amor certo para experimentar os doces prazeres dos atos carnais. Pelas costas, os amigos já mudavam seu apelido de Fifi para Titi, já que, certamente, ela ficaria pra "titia", sacou? Nossa rechonchuda protagonista não demonstrava um grama sequer de abalo. Talvez pq, de grama ali não havia absolutamente nada, claro! Aquilo pesava toneladas e, toda vez q se via sozinha, chorava até acabar com uma caixa de teta de nega e um pote de 2 litros de sorvete de passas ao rum q, qdo chegava na metade, era preenchido por Coca-Cola tornando-se assim uma vaca preta e prolongando o sofrimento por mais alguns minutos.

Voltando ao passeio de pretensões pervertidas, Fifi foi pelo caminho mais longo. Não quis saber de atalhos pq lembrou dos velhos ditados sobre o caminho mais árduo ser mais recompensante no final da trajetória. São pensamentos como esses q nos tornam escravos da auto-ajuda e eternos coitadinhos, mas vá lá! A distância até a casa de vovó era realmente longa. Qdo eu digo realmente longa, quero dizer REALMENTE LONGA até pra mim, um esbelto rapaz de 1,75 e 65 quilos no auge dos seus 27 anos e q caminha num passo q é algo além daquele usado pelos carteiros. Entendeu a real noção da lonjura do barraco da véia? No caso de sobreviver, Fifi certamente perderá algum peso no fim da cansativa odisséia pelas ruas da megalópole mundialmente conhecida por ser a maior produtora de guarda-chuva para cocktéis de todos os tempos, Los Ovos de Los Angeles.

Cheguei a comentar q a imbecil resolveu fazer a caminhada de madrugada? Não? Poizé, Zé! Não era uma sopa, mas um prato feito de um restaurante mineiro pague-5-reais-e-coma-o-qto-conseguir pro azar. Evidentemente cruzou com elementos de péssima procedência q curiosamente nada fizeram. Nem uma simples ameaça à castidade intocável da garota q já chorava conformada com a não-violação do lacre de seu bujão (até eu q sou eu acho essa expressão maravilhosamente nojenta, repugnante e vulgar...). A depressão era profunda, embora não houvesse risco de suicídio, pois sabia q seu corpo não seria reclamado por sua família muito pão dura e q tinha pesadelos só de pensar no qto seria gasto com um caixão no formato esférico e com alças de liga de titânio. Isso sem falar em quem carregaria tamanho trambolho no velório! As tias ameaçavam os primos qdo pequenos dizendo q, se não se comportassem, eles seriam os designados para a desgastante tarefa. Portanto, não queria virar indigente e ter o corpo nu exposto talvez numa faculdade, para ser dissecado. Descobririam sua virgindade e, novamente, seria alvo de piadinhas desagradáveis por esse motivo. Humilhação demais pra quem queria uma morte digna.

Até q cruzou com a gangue do Juquinha Bambalalão. Ah, aqueles capetas endiabrados de 14 anos eram tão escrotos em matéria de sexo bizarro que nem um mastodonte cortaria o seu tesão! Seria como tirar doce da boca de criança! SERIA! Se no momento em q os pirralhos tarados estavam preparando o bote para atacá-la, todos eles (gangue, Fifi, um bêbado q dormia embaixo do banco da praça e minha professora de matemática da quarta série q nem tem nada a ver com a stória, mas como acho q todos vão se ferrar no final e eu a odiava, dei um jeito de colocar ela no enredo...) tivessem sido abduzidos por ets da espécie "Gray", tbm chamados de "os cinzentos". Segundo os vagabundos conhecidos como ufólogos, os Grays são desprovidos do que chamamos de emoções, vivem pela razão da ciência e. por isso, dissecam humanos para tentar entender esse lance de sentir as coisas, além de fertilizarem as nossas fêmeas com o intuito de formarem seres híbridos com a inteligência e poderes mentais deles e nossas emoções, chegando dessa forma numa evolução das espécies. Aquilo q as igrejas costumam dizer q é brincar de deus. Ah! Não podemos esquecer dos chips q eles enterram no nosso cérebro por via nasal q tbm são muito divertidos!

Não sei o q aconteceu com Fifi no fim das contas, nem com Juquinha Bambalalão e sua gangue, nem com o bebum. Nem quero saber! Nada tenho contra essas pessoas. Mas a minha professora da quarta série, ahhhhhhhhh meu pequeno girino... essa se phodeu de verde e amarelo! Os aliens detectaram a presença do raciocínio lógico e da falta de sentimentos humanos naquela bruxa desalmada (ela realmente não sabia lidar com crianças, ainda mais uma superativa e genial como euzinho aqui!) e a reconheceram como um igual. Até aí tudo bem! Qual seria o mal de ser levada a outro planeta tecnologicamente muito mais avançado, sem guerras, sem Xuxa e sem poluição? Chuchu beleza! O problema foi no dia em q tiveram q fazer um reconhecimento de campo num planeta um pouco menos evoluído q a Terra: a Dona Rose bobeou e foi seqüestrada por um bando de humanóides um pouco menos evoluída do q a gangue do Juquinha Bambalalão. Criancinha de péssimo gosto... vc pensou q essa stória ia acabar em sexo nefasto, estupro, violência, pus, gritos de horror, lágrimas, sangue, marrecos saltitantes em busca de migalhas e devoração de entranhas enquanto o devorado ainda estava vivo para sentir toda a dor do mundo?
Acertou!

DISCO NA AGULHA: "SESSÃO DA TARDE" - LÉO JAIME

Quinta-feira, Setembro 04, 2008