Q vergonha... q vergonha!
Acabo de assistir o show de horrores q foi a confirmação do Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Dessa vez, realmente, tive vergonha do q testemunhei.
Menos de 10 minutos depois do anuncio, montaram uma entrevista coletiva com o presidente da CBF e principal responsável pela precária condição desse esporte no país, Ricardo Teixeira. Não acostumado com um jornalismo minimamente sério, não soube responder adequada ou mesmo educadamente a primeira pergunta de uma americana sobre os altos índices de violência no país. Bastaria uma resposta formal do tipo "estamos cientes desse grave problema e, juntamente com o governo, vamos fazer o melhor possível para resolver isso". Mas não. A ignorância e arrogância imperam. Primeiro, num gesto intimidador, pediu a identificação da jornalista e do veículo dela. Depois, ao saber da nacionalidade, tentou justificar nosso problema mostrando o problema deles: "no Brasil pelo menos, não tem criança dando tiro em escola". Uma resposta patética e vergonhosa.
Buenas, o mundo foi apresentado a nosso nefasto homem forte do futebol. Q o satélite nos seja leve pq a corrupção vai rolar solta!
DISCO NA AGULHA: "ON HOW LIFE IS" - MACY GRAY
Segunda-feira, Outubro 29, 2007
Só pra pontuar...
O texto abaixo é o 50º da série "loucura não faz sentido". Uma merda pouco inspirada, mas depois de ler de novo, percebi q tem quase todos os elementos característicos q perambulam nesse universo: roteiro repetitivo, mudaças de situações, morte estúpida e, claro, o onipresente bordão do PORÉM (q não é criação minha, roubei do Marcelo Tas...) . Como adoro números redondos, taí a constatação. Segue o barco!
loucura não faz sentido...
Andou até cansar.
No entanto, demorou pra caramba até admitir a estafa e, por esse motivo, à distância percorrida foi de uma enormidade quase indescritível.
Olhou para os dois lados antes de atravessar a rodovia. Qdo se certificou da sua segurança avançou e, no instante seguinte, foi atropelado por uma jamanta.
Não morreu.
Fraturou boa parte dos ossos do corpo.
Dói pra cacete.
A fisioterapia seria complicada e extremamente demorada. Nunca mais andaria como uma pessoa normal. E, realmente, gostava de percorrer longas distâncias a pé.
Abriu a lata de cerveja no instante do apito inicial.
Bebia em grandes goles, sempre se engasgando nas péssimas decisões do árbitro da partida que insistia em aparecer mais do que os jogadores.
Após a expulsão do capitão do seu time, teve um acesso de fúria e, como uma Elvis dominado por bolinhas, descarregou seu revólver contra a própria televisão sem se importar com o fato dela sustentar o aquário onde vivia Trololó, um peixe palhaço que era o xodó da família.
O aquário, claro, espatifou-se em pleno ar, arremessando seu único habitante ao chão coberto de cacos de vidro, circuitos e pedaços de plástico.
Não morreu.
Ficou um bom tempo sufocando e se debatendo.
Imagino que dói pra cacete.
A casa provisória e salvação temporária eram a jarra de suco utilizada na hora do almoço diariamente. Nunca mais beberia naquela jarra, pois tinha nojo da água do aquário. Por mais q a limpasse, sempre se lembraria q Trololó teria defecado naquele local. E, realmente, tinha o hábito de beber naquela jarra.
Colocou o chip no cérebro da cobaia.
Estava fascinado com o cérebro que o espécime possuía e com o potencial não utilizado pelo seu portador. Mas isso era o de menos. A capacidade de reagir e viver de emoções era o grande mistério daquela raça e o objetivo principal de sua pesquisa. Inclusive, pôde sentir essas emoções na própria pele qdo, numa reação inesperada, seu objeto de estudo despertou-se do sono induzido e o agrediu fisicamente, como se agisse por instinto.
Não poderia morrer.
Desequilibrou-se e caiu no chão.
Não sei se podia sentir dor.
Observava com curiosidade cientifica enquanto era estrangulado. Nunca havia imaginado q estaria tão perto de uma criatura daquelas acordada. Não sentia medo. Aos poucos, dominou seu agressor apenas com um olhar frio e desprovido daquilo que chamamos de alma. Voltou a operar dentro do seu conceito de normalidade. E, realmente, gostava que as coisas seguissem conforme o planejamento.
Por essas e outras, Juninho, com apenas 6 anos de idade, cortou os pulsos. A infância até que era boa. Bons desenhos animados, videogame bacana, amiguinhos na escolinha maternal, suco na mamadeira, action figures de seus heróis favoritos... enfim, tudo o q ele gostava. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), não poderia mais viver sabendo q, no dia seguinte, seu pai contaria outras daquelas histórias trágicas sem o menor sentido e com uma estrutura de roteiro pré-definida. Era mais do que seu saco poderia agüentar. Pegou na surdina o estilete de seu torturador mental e, com a precisão cirúrgica de uma criança alfabetizada pela internet, fez o serviço.
Morreu e quebrou o roteiro.
DISCO NA AGULHA: "HAL" - HAL
Quarta-feira, Outubro 24, 2007
Últimas aquisições sonoras escamosas:
MARCELO NOVA: O galope do tempo
RADIOHEAD: Pablo honey
LITTLE QUAIL AND THE MAD BIRDS: Ep
ALISON KRAUSS & UNION STATION: Live
MARCELO D2: À procura da batida perfeita
CAFE TACVBA: MTV unplugged
DAMIEN RICE: 9
THE FEITOS: Na cabeça da chorona!!!!!!!
VUDU: Picaseso
SECOS & MOLHADOS: Secos e molhados
R.E.M.: Around the sun
DISCO NA AGULHA: "VANILLA SKY SOUNDTRACK" - VÁRIOS
Terça-feira, Outubro 16, 2007
- 1604
- Heroes
- Coca-Cola
- 4 gols
- Um novo elenco
- Nerdcast
- Uma caminhada matinal
- Ressucitando canções
- Afastando-se do mal
- Sorriso melancólico
- Criando espaço
- Pensando na vingança
- Evitando gastos
- Despretenção artística
- Malas feitas
- Folk
DISCO NA AGULHA: "IN RAINBOWS" - RADIOHEAD
Segunda-feira, Outubro 08, 2007
loucura não faz sentido...
Eram três telas enormes as que estavam na minha frente. Uma espécie de cinema triplo. Sempre gostei de cinema, mas nunca tive curiosidade de ir nesses modernos que tremem nas horas de ação, telas em 360º ou qualquer outra dessas modernices. Sou da entidade que luta pela preservação do lanterninha uniformizado, cinemas fora de shoppings e que prefere assistir bang-bang do que Matrix. Saudosista? Talvez, se tbm não fosse da espécie que odeia rótulos.
Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), eu estava de pé. Não tinha nenhum acento na sala de projeção. Pipoca então...nem pensar! Eu não sabia por que estava ali. Sonho? Dificilmente. Eu não costumo lembrar dos meus. Da adolescência em diante, eu só tenho lembranças de coisas que realmente aconteceram. Sinto falta de sonhar. Talvez por isso eu recorra tanto ao cinema, literatura e discos: pra ao menos sonhar acordado. Às vezes, penso que poderia recorrer a outras formas de sonhos... apostas ou até mesmo um baseado. Mas não fazem meu tipo. Assim como nunca fizeram meu tipo as pessoas que recorrem a esses fios de esperança. Na verdade, nunca tive muita esperança em nada nem ninguém.
Tudo estava muito escuro. Só se enxergava as telas. Poderia ter várias pessoas além de mim na sala que eu não avistaria. Estariam encobertas pelo breu. Eu não sentia medo. Deixei de temer o escuro com o passar do tempo. Quando criança, não conseguia pregar os olhos sem um feixe de luz ao menos. Não me lembro exatamente quando perdi esse medo. Acho que foi gradativamente conforme eu ia perdendo a minha crença em coisas abstratas como deus, anjos ou extraterrestres. Meus medos agora são internos. Pequenas besteiras que, como tumores, foram corroendo meus pensamentos até se tornarem temores realmente horripilantes. Se eu pudesse aconselhar alguém sobre alguma coisa, esse conselho seria "não ignore suas besteiras pq, onde quer que vc as esconda, elas voltarão maiores do que nunca, pra te atormentar novamente".
Conclui que deveria estar só na escuridão pq não ouvia nenhuma respiração. Nenhum som. Nem sequer uma musiquinha ambiente. Aliás, essas músicas de espera são interessantes. Taí um bom emprego: DJ de música de espera! Fazer a seleção de músicas que distraiam as pessoas que estão aguardando por algo que as levou até determinado local. Acredito que para ser bem sucedido na escolha do repertório, não se deve chamar a atenção do receptor. Não se pode desagradá-lo a ponto de que ele reclame e sofra de ansiedade para o início da atração principal e tampouco agradá-lo fazendo com que desvie a atenção e perca o interesse pelo que virá a seguir. É necessário talento para ser nulo. Imperceptível. Desejei a vida toda ser isso... uma música de fundo. Poder passar batido pela vida. Invisível.
As três telas começam a ter imagens projetadas. Não sei se é realmente projetado pq não dá pra ver a luz projetando a imagem nelas. A definição é incrível! Uma qualidade que nunca vi na minha longa vida. Por falar na minha vida, a tela da esquerda está exibindo tudo de bom que fiz durante ela. As pessoas que ajudei, as cartas de amor que escrevi, as assistências que dei no futebol... até as duas vezes que guiei deficientes visuais... uau! Já a direita, está mostrando um compacto dos meus piores momentos! A pedra que atirei tentando matar um cachorro de rua, as brigas com crianças menores que eu, as respostas atravessadas para pessoas que me amam... minha nossa... até o dia que revirei a gaveta das calcinhas daquela minha tia gostosa! Duas telas mostrando dois eus diferentes. Incrível como o mesmo ser humano pode mudar da água pro vinho, conforme os momentos da sua vida. Como os conceitos de “bem” e “mal” são esquisitos e permeiam a nossa existência. Provavelmente, nem o mais santo dos santos escapou de fazer algo de ruim e podre. E vice-versa! Eu deveria estar surpreso com essa sessão sem causa, motivo, razão ou circunstância definida. Deveria estar me perguntando se estou morto ou algo do tipo. Ao menos, deveria estar prestando a devida atenção nos momentos da minha vida e aprendendo com meus erros ou reafirmando meus valores com meus acertos...
Mas não.
Não dá!
A tela do meio está passando o Anthology dos Beatles.
DISCO NA AGULHA: "ACROSS THE UNIVERSE - TRILHA DO FILME" - VÁRIOS
Quarta-feira, Outubro 03, 2007
Guerrilha!
Uma das certezas que tenho na vida é q vou morrer. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), mais do q morrer, eu sei q vou sofrer! Será o castigo divino me cobrando por todos esses anos de fazer piada com coisas sérias, rir das desgraças da vida e desejar o mal do próximo. Se tudo isso voltar pra mim, é fato q minha morte não será nada agradável.
E os sinais já estão começando a pintar no ar. Pra onde quer q eu vá, tem sempre um imbecil falando merda. O q me faz desejar mais mal pros outros, além de me irritar profundamente, o q a médio prazo vai me dar problemas cardíacos e uma úlcera.
Ou seja, está cada vez mais claro q toda essa onda de gente burra pregando clichês e chutando cachorros mortos, nada mais é do q a manipulação divina sobre seus inocentes filhos com a finalidade de me irritar.
Mas isso não vai ficar assim! Aceito minha morte. Só q se pensam q vou vende-la barato, estão enganados! Sou um mestre na arte do planejamento. Meu contra ataque tarda mas não falha! Sei q o apressado come cru e quente. Sei q a vingança é um prato q se come frio.
Vou pagar na mesma moeda. E tenho dito!
DISCO NA AGULHA: "IT'S A WONDERFUL LIFE" - SPARKELEHORSE
Terça-feira, Outubro 02, 2007
Atualizando um pensamento
Sabe aquele lance do "queria ser burro pra poder viver sorrindo"? Então... eu me acho burro pra caralho e ainda assim não estou confortavelmente anestesiado, como diria Rogério Águas. Então, em tempos de orkut, eu queria mesmo é ser analfabeto...
E ando achando q já escrevi tudo o q podia escrever por aqui.
**Eu tenho fé na força do silêncio.
***Cada vez mais cada vez menos vontade de explicar.
DISCO NA AGULHA: "LOVE"- THE BEATLES


