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Terça-feira, Janeiro 30, 2007

loucura não faz sentido...

- Alô, alôuuuuu... a vida é bela!
- ???
- Acredite meu rapaz, é bela como as coisas belas q nós, seres belos avistamos com nossos belos olhos existentes para admirar o belo!
- Tipo... é comigo?
- Mas que belo ser da espécie humana vc é! Deveria se orgulhar. Vamos! O orgulho é um belo sentimento!
- Olha, tio... acho q vc ta me confundindo...
- Isso mesmo! A voz mais bela que meus belos ouvidos já ouviram em toda a minha bela vida! Vejo belas borboletas voando de modo tão belo livremente pelos ares! A sensação da liberdade é bela!
- Ah... é... belo...
- Sim! Sim! Sim! Belo! Compreende a beleza de nossas vidas se cruzarem nesse instante tão belo q chega a ser difícil explicar com palavras tão belas qto a música de nossas almas?
- É... então beleza, tio! Vou indo mais pra lá...
- Isso!!! Beleza! Vc é um belo ouvinte, heim rapaz? Perspicaz! Mas q excelente! Belo espécime, belo espécime, sem dúvida! Eu me sinto belo na sua presença pq vc embeleza tudo por onde passa! Belo espécime, belo espécime, sem dúvida nenhuma!
- Hã... eu sou homem, viu?
- Um belo homem! Um belo homem! Impressionante a beleza do raciocínio...
- Então, eu não sou muito chegado nisso aí q tu tá querendo...
- Hahahaha! Magnífico! A beleza tenta ocultar-se diante de meus olhos e apenas evidencia sua bela singularidade! Beleza rara, beleza rara...
- ....
- Ohhhh... contemplando-me com a beleza do silêncio! Se me considera belo o suficiente para ser digno de testemunhar tamanha beleza do momento reflexivo, fico grato! A beleza de nossas almas está unida e tornare-mos o Universo mais belo para as gerações futuras se fartarem com a beleza q os receberá com braços abertos e belos seios fartos!
- Ah, ta. Seios são belos mesmo.
- Sim! Era o eu dizia desde o inicio! A beleza é farta diante dos meus olhos graças aos belos pensamentos, a áurea repleta de beleza q se propaga da sua bela mente poderosa!
- Aiaiaiai... esse ônibus q não chega logo...
- O belo é a beleza da natureza! A beleza é o belo de nossas vidas! Belezura, belezoca, belinha, bela, belíssima!!!
- Afff... vai pro diabo q te carregue...
- Satanás é belo! A beleza gótica dos satanistas me atrai e vai te conquistar tbm! Tudo tem sua beleza! É só olhar com seus belos olhos! Belezura, belezoca...
- Putz! Q papo é esse de capeta, rapa? Saí daqui!
- A saída é bela! Uma bela saída para uma beleza de problema! Ah, o belo! Belinha, belíssima...
- Meu... q vc é louco eu já percebi, mas larga a mão!
- A loucura, a minha mão, a minha mãe! Tudo belo! Eu... vc... a beleza da união que espalhará o belo no infinito! Belezoca, beleza mano!
- União? Vaza!
- Sim... taparemos o buraco pro açúcar não mais vazar do pacote! Bela iniciativa! É a partir das pequenas coisas mesmo! Beleza! No futuro taparemos o buraco da bela represa...
- Ahhahahaha...
- Isso mesmo! Solte essa bela gargalhada! Que satisfação em ouvir a bela risada da alegria de outro q não eu! Testemunhem, ó belos seres da natureza, belos deuses das belezas pequenas e grandes, a beleza da nossa gargalhada em uníssono: HAHAHAHAHA!
- Cara...tu é demente!
- A beleza da loucura, o elogio da loucura!
- E é até culto...
- A beleza da cultura!
- Buenas, chegou meu ônibus... falow maluco! A vida é bela!
- Sim!!! Compreendeu a beleza do significado belo!
- Ta, ta... falow!
- Opa! O belo 102? Eu subo nessa beleza azul e branca tbm, meu belo amigo! Mas que bela coincidência... belezura, belezoca, belinha, bela, belíssima!!!

DISCO NA AGULHA: ¿ACABOU CHORARE¿ ¿ NOVOS BAIANOS

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

DESTRUINDO A RETINA.
Leituras q se somaram na minha estante recentemente:

- O rei do inverno*
- Dylan, a biografia
- Corto Maltese: sempre um pouco mais distante
- Lembranças de Lennon*
- Os maiores clássicos do Thor vol. 1*
- Os maiores clássicos dos Vingadores vol. 1*
- Roberto Carlos em detalhes (comprei antes q retirem de catalogo, já q o rei manco não leu, mas processou o autor)

(*) já lidos.

Ah, ressuscitei tbm o Atlas da história do mundo lá em casa. Nessa fase histórica q ando, está sendo útil.

DISCO NA AGULHA: "LOVE" - THE BEATLES

Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Se já não dava conta nem desse...

Tbm vou começar a escrivinhar no brógui Mesa Hawaiiana . O assunto por lá? Uma de minhas especialidades (da qual inté evito falar por aqui): Engenheiros do Hawaii. Mas não é só pagação de pau por lá, não. A gente tira sarro e xinga nossa banda mais amada-odiada de todas. Já tá linkado aí do lado!

E, de tanto viciar, resolvi q tbm vou fazer podcast. O primeiro-cobaia será um pro Mesa Hawaiiana. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) é até desnecessário dizer q vou fundar algum sobre qualquer outro assunto.

Gravar eu já consigo, agora vou ter q ficar fuçando os programas de edição pra infiltrar mensagens subliminares de adoração ao Andy Kaufman, com a finalidade de exterminar os neurônios restantes dos futuros minguados ouvintes das bostas proferidas por este que vos escreve...

DISCO NA AGULHA: "CHAPINHAS DE OURO" - GRAFORRÉIA XILARMÔNICA

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Entidades cósmicas suplentes... TREMEI!

Declaro encerrada a crise criativa relatada há alguns meses atrás qdo retomei o blog.

Não me lembro de uma semana que tenha escrito tantas letras.
E as cordas voltaram para o violão.

Só uma prévia:
"Matar no peito não é empurrar com a barriga"

DISCO NA AGULHA: "CANÇÕES DENTRO DA NOITE ESCURA" - LOBÃO

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

loucura não faz sentido...

"O homem não esteve na lua!" - bradou vitorioso, o capitão da seleção do Suriname ao erguer a taça da copa do mundo de 2034. Gritou, ficou ereto, espumou na boca, caiu da plataforma com a taça na mão, debateu-se violentamente e, finalmente, morreu. O resultado da autópsia não foi divulgado e, nas entrevistas, os médicos suavam e não explicavam muita coisa.

A imagem, claro, correu o mundo. Foi repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida atééééééé o momento que um polêmico comentarista esportivo falou ao vivo em rede nacional: "E isso que o finado disse do homem não ter ido à lua? Será verdade?". Questionou-se, ficou ereto, espumou na boca, caiu de cara no balcão, debateu-se violentamente e, finalmente, morreu. . O resultado da autópsia não foi divulgado e, nas entrevistas, os médicos esquivavam-se e não explicavam muita coisa.

A imagem, claro, correu o mundo. Foi repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida e repetida atééééééé o momento que um renomado líder de uma nação pediu a palavra na ONU e, ironicamente, apontou na mórbida coincidência de dois homens terem ido pra terra dos pés juntos logo após terem questionado as visitas do ser humano ao nosso satélite natural e, acrescentou com um leve sorriso maroto no canto da boca que, também tinha dúvidas sobre tal façanha de nossos antepassados. Duvidou, ficou ereto, espumou na boca, caiu do espaço destinado à oratória da sede das Nações Unidas, debateu-se violentamente e, finalmente, morreu. . O resultado da autópsia não foi divulgado e, nas entrevistas, os médicos agrediam os repórteres e não explicavam muita coisa.

A imagem, claro, correu o mundo. Foi repetida e repetida e repetida e etc, etc, etc...

Pois bem, a NASA divulgou um holograma visual onde, ao lado do Papa Michael Jackson III, decretavam: QUESTIONAR A VIAGEM DO HOMEM À LUA, PREVISTA POR SANTO JÚLIO VERNE E REALIZADA POR SÃO NEIL ARMSTRONG, ERA BLASFÊMIA E INCENDIARIA A IRA DE DEUS.

No começo, as pessoas não acreditaram, e claro, protestaram em várias partes do mundo todo, mas depois da morte do terceiro bilhão de pessoas, silenciaram. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), não bastava não falar. Bastava pensar. Ah, e aí, minhas jovens crianças ingênuas, no memento em que dependeu da fé da humanidade nos seus próprios feitos históricos... aí, meus pequenos querubins mancos, quase todo o resto do mundo foi pro beleléu.

Pra falar a verdade, acho q só ficamos eu e mais três. Ninguém da igreja, ninguém da NASA, da FIFA ou da ONU. Dos quatro sobreviventes só eu vivia na cidade. Apresento os outros três:
- Jacinto Figueira Rafaneto, um matuto brasileiro que não tinha acesso a cultura e nem sabia dessa stória de homem na lua.
- Ananauê Nana, uma somaliana que nem sabia o que era lua.
- Nhocô, um jovem russo surdo-mudo-cego-altista que mal sabia onde estava e batizamos ele assim pq "nhocô" era a coisa mais próxima de uma palavra que ele balbuciava.

Com uma semana, fui obrigado a matar o Jacinto para adquirir a posição de macho dominante e usufruir dos prazeres de Ananauê, mas minha alegria e esperança de perpetuar a espécie foram humilhantemente destruídas no momento em que, num acesso de fúria, Nhocô avançou agressivamente e decepou meu pênis, me transformando num maldito eunuco de voz fina. Abandonei o novo casal na noite em que o russinho perdeu a virgindade.

Notem que dos quatro sobreviventes da inquisição-divina-mental, o único "civilizado" era eu. Então a única pessoa que acreditava que São Neil Armstrong tinha realmente estado na lua era eu? Claro que não! Tá me achando com cara de mané??? Todo mundo sabe que aquele infeliz não tinha ido pra lua!!! Mas... mas... mas... como é que eu poderia estar vivo então? Simples. A igreja e a NASA interpretaram errado. São Armstrong realmente não esteve na lua. Quem esteve lá fui eu.

DISCO NA AGULHA: "ALEGRIA DOS HOMENS" - PREMEDITANDO O BREQUE

Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

ULTIMATE-FIGTH-RELIGIOSO-DISCURSIVO-COM-SOTAQUE-ESQUSITÃO

Henry Sobel x Inri Cristo x Padre Quevedo

O primeiro q conseguir ter uma frase compreendida na totalidade pelo juiz leva o caneco!
Façam suas apostas!

DISCO NA AGULHA: "TODA CURA PARA TODO MAL" - PATO FU

Terça-feira, Janeiro 09, 2007

loucura não faz sentido...

Eram 3 horas da tarde e o calor não passava. Amaldiçoei a existência do homem, responsável pelo aquecimento global, mentalizei a dança da tribo Kisêdjê com tal força q logo começou a maior tempestade da curta stória de Los Ovos de Los Angeles. A água invadiu meu apartamento e não me restou outra opção a não ser saltar do oitavo andar e terminar num mergulho digno de tirar uma média 4,9 numa prova de salto ornamental sediada em Praga. Nadei e me senti em contato com a natureza vingadora q, enfim, manifestaria sua ira em direção ao vírus q a Matrix acusou e tentou consumir. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), não estava nadando em verdes campos e, sim, numa cidade fétida que só produziu caos. Um rato morto boiava ao meu lado e tive trabalho em não engasgar com meu próprio vômito. A água era viscosa e pessoas tentavam se agarrar a mim para não se afogar. Mas se tentasse ajudar, provavelmente, seria puxado pro fundo tbm. Nunca fui um exemplo de atleta, mas estava agüentando razoavelmente bem o esforço físico, embora a possibilidade de sentir uma câimbra não era algo pra ser descartado. Procurei abrigo no terraço de um edifício, mas já estava lotado demais e as pessoas estavam se agredindo. Avistei uma prancha de surf. O que estaria fazendo ali se não tinha praia na cidade? Meu Jesus Cristal! Imagina como deveria estar o litoral então. Agarrei-me na prancha mesmo sem ter a menos intimidade com o instrumento e remei pra longe da cidade.

Os dias passavam e a chuva não dava sinais de trégua. Sozinho e afastado da civilização, a qualidade da água melhorou. Mas eu estava morto de fome e não sabia o q fazer. Tentei pescar, mas não tive sucesso. Já estava pensando em arrancar tiras de carne dos defuntos podres q boiavam pelas águas como naquele filme onde o avião cai nas cordilheiras, mas avistei uma ilha. A ilha deveria ser a tal montanha famosa aqui da região que nunca visitei. Enfim, terra firme! Uma ave no céu. Espero pousar. Uma pedra na mão. Não posso errar. Errei. Choro como criança desmamada. Ouço uma gargalhada. Era Jana. Era Jana! A garota q me rejeitou na quinta série e, segundo meu analista (700 reais por consulta), é a responsável pela minha infelicidade e pelo punhado de bolas farmacêuticas que me tornaram dependente da indústria do mal.

Jana corre em minha direção e me abraça afetuosamente, me beija na boca. Morde-me o lábio inferior que sangra. Em meio ao ódio pela lembrança do meu passado catastrófico, eu me permito um sorriso.

"Pai, conta de novo a stória do cara que ficou louco por causa de um disco?"

DISCO NA AGULHA: "GRACE" - JEFF BUCKLEY

Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

- Assistindo Roma.
- Tomando café com leite morno todo dia.
- Lendo "O rei do inverno" de Bernard Cornwell.
- Ouvindo muito "Compasso" da Angela Ro Ro.
- Rindo da tsunami em xícara de café.
- Tocando cavaquinho.
- Definindo o conceito de seu podcast.
- Vivendo na área azul da Lua.
- Fazendo as contas.
- Mantendo os pés em terra firme.
- Procurando professor de piano.
- Renovando o elenco.
- Preferindo as pessoas pela internet.

DISCO NA AGULHA: "THE ERASER" - THOM YORKE

Domingo, Janeiro 07, 2007

A dúvida é o preço da pureza.
E é inútil ter certeza.
QUEM PROCURA ACHA.

DISCO NA AGULHA: silêncio

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Quero abraçar o mundo.

Eu só queria tocar:

- Violão
- Cavaquinho
- Bandolim
- Viola caipira
- Banjo
- Violão 7 cordas
- Piano
- Órgão de catedral
- Acordeon
- Escaleta
- Gaita
- Bongô
- Cajon
- Pandeiro
- Cuíca
- Berimbau
- Theremin
- Contrabaixo
- Violino
- Cello
- Tuba
- Flauta
- Trompete
- Clarinete

DISCO NA AGULHA: "SKYLAB V" - ROGÉRIO SKYLAB

Terça-feira, Janeiro 02, 2007

Eu vou continuar sendo o cara do macacão, do chapéu, do óculos de John Lennon, das respostas monossílabas, da cara de poucos amigos, da mochila, do livro no ônibus, da reclamação, do air piano, do pensamento em forma de corais, dos poucos amigos, do boteco na terça, do passo rápido, do baixo calão, do humor negro, da timidez, da antipátia, dos shows, das compras por internet, do pouco caso com as coisas românticas, do romantismo ao meu modo, do miojo, da coca-cola, do bigodinho de rato, das espinhas, dos bordões, do dedinho no photoshop, dos apelidos, do futebol suando sangue, das histórias repetidas, das teorias absurdas, das idéias geniais não realizadas, do apego aos seus ideais tontos, das HQs chiques, do outro lado das definições, da área azul da Lua (eu apenas observo), da chave pendurada no pescoço, da rádio AM de madrugada, da piada fora de hora, da falta de assunto, do banho fervendo, do punk acústico, do samba eletônico, do pop progressivo, do "blá blá blá" em assuntos importantes, do "&" bonitinho, das fichas técnicas, da rouquidão ao final da noite, do "quem rouba perde", do "a gente colhe o que planta", do esquecimento, da pontualidade inglesa, da tosquice, do etc...

o cara do DISCO NA AGULHA: "THE BENDS" - RADIOHEAD

Segunda-feira, Janeiro 01, 2007

Agora entendi...

Se eu não espero nada, a vida é sempre uma surpresa.

DISCO NA AGULHA: "RABBIT SONGS" - HEM