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Quinta-feira, Novembro 30, 2006

loucura não faz sentido...

Tenho medo dos meus olhos.
Tenho medo dos meus olhos vermelhos.
Tenho medo dos meus olhos vermelhos por causa da droga.
Tenho medo dos meus olhos vermelhos por causa da droga da máquina photográfica pertencente aos imbecis que insistem em me retratar mesmo sabendo que eu odeio photos.
Sei que meus olhos vermelhos representam o demônio que habita as profundezas do meu ser e que, um dia, este saltará de forma ofensiva na direção de quem estiver me acompanhando.
E eu não sou um herói. Até gostaria de ser, mas minha mutação não me permite agir de forma concreta em defesa dos fracos e oprimidos.
O meu poder é irritar as pessoas.
Eu irrito quem eu quero, na forma que eu quero, na hora que eu quero.
Antigamente me divertia com isso, porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!) hj não. Talvez eu tenha, enfim, amadurecido. Não quero mais que as pessoas me culpem pelas suas frustrações. Não quero ser alvo de ódio alheio de crianças mimadas, mal desmamadas, dependentes das bolas farmacêuticas que prometem resolver os problemas criados pela sua cabeça durante sua criação e, no fim das contas, só te trazem mais bolas farmacêuticas.
Não quero ser seu amigo, mas não quero ser seu inimigo. Não usarei mais o meu dom mutante.
Repare, eu poderia acabar o texto agora, mas eu tenho medo.
Tenho medo dos meus olhos.
Tenho medo de parar de escrever e dar chance pro demônio que habita as profundezas do meu ser escapulir durante um inocente bocejo ou outro momento qualquer de distração e destruir tudo o que construí de bom na minha vida. E não apenas isso! Que destrua tudo aquilo o que todos que tiveram o revés de cruzar o meu amaldiçoado caminho construíram de bom nas suas vidas.
E assim se gera mais ódio.
Mais ódio alheio em direção a mim.
Mais alimento pro demônio que habita as profundezas do meu ser.
Mais ódio que parte de mim mesmo em direção aos meus amigos. Os idiotas que insistem em tirar photos minhas.
Mais alimento.
Mais olhos vermelhos.
E eu tenho medo dos meus olhos.

DISCO NA AGULHA: "YES VIRGINIA" - THE DRESDEN DOLLS

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

Pesadelo, eu estou aqui.

Depois da crise q motivou a última parada desse blog, eu meio q descobri uma cura pros meus momentos baixo-astral: ler os arquivos dessa joça aqui!

Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), essa receita vale só pra mim mesmo. Queira ou não, publico esse lixo (entre paradas e abandonos) desde fevereiro de 2003. E lendo essa insistência, percebo algumas passagens que me orgulham mesmo.

Isso me lembra uma stória. Pra quem já esteve em algum boteco comigo, provavelmente não é inédita, mas q se phoda, vou contar pela milésima vez...

Era junho de 2001, eu era assinante da revista Bizz (mal sabia q no mês seguinte a revista seria cancelada) e estava no banheiro lendo a sessão de cartas da edição daquele mês (número 191). Qdo me deparo com uma carta q dizia exatamente essas palavras: "A Bizz está na melhor fase da sua história. Voltou a dar atenção para o texto e para personalidades fundamentais da nossa música, como Arnaldo Baptista. Na última edição (e nas últimas), não há do que reclamar, apesar das capas comerciais (Argxel, Capital Terminal & Renato Soviético), as críticas estão demais."

Aquilo era exatamente o que eu sentia! Por isso assinei a revista! E os nomes adulterados??? Renato Soviético, hahahaha! Falei em voz alta dentro do banheiro: "O cara q mandou essa carta é genial!!!".

Horas depois, no computador, um amigo aparece no MSN (ou ICQ na época, sei lá...) e fala: "Vi sua carta na Bizz, que legal!".

!!!
!!!
!!!
???
???
???

Corri até a revista e fui ler o nome do autor da carta genial... não deu outra: ERA EU MESMO!!! Tinha mandado um e-mail pra revista e esquecido completamente...

Ou seja, eu realmente me acho genial. E esse fato prova q não é vaidade nem arrogância, pois eu não sabia q eu era o autor da carta! Então qdo digo q gostaria de me clonar pra passar o resto da vida conversando comigo mesmo, sou sincero.

E agradeçam ao acaso ou deus ou capeta pela minha baixa auto estima. Pq, sabendo q sou um gênio, se não fosse por ela, hj em dia o mundo poderia sofrer sérios danos...

DISCO NA AGULHA: "LOVE" - THE BEATLES

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

JOÃO LUIS WOERDENBAG FILHO - ACÚSTICO MTV
Sim! O velho lobo faz 50 anos e vai gravar no formato mais "polêmico" do Brasil.

Aí vc diz: "Pôôôôôôôô, el escama! Mas o cara não era contra e vivia xingando esse formato???"
Resposta: NÃO. O João Luis só apontava sua metralhadora verbal pra músicos q usaram a exposição do Acústico MTV com a finalidade de levantar suas carreiras.

Aí vc diz: "Pôôôôôôôô, el escama! Mas o cara tá independente há uns 10 anos!!! Claro q tá acabado!!!"
Resposta: Aí depende do que é a sua definição de acabado, né? Na minha opinião, um cara q é expulso de uma multinacional por denunciar a "pirataria oficial" das gravadoras e q vende 100 mil cópias de apenas um dos seus 3 ÓTIMOS discos independentes, encabeçou o pedido do que hj é a lei de númeração de discos no país e torna real um projeto de uma revista musical q lança discos OFICIAIS de artistas independentes, ehehehe, se deu bem na vida...

Aí vc diz: "Pôôôôôôôô, el escama! Mas se o cara tá tão bem assim pq é q precisa lançar acústico MTV???"
Resposta: Bão, aí o buraco é mais embaixo. Apesar de ter vendido bem seus recentes discos, o cara não tocou em rádio. E com o acústico MTV, provavelmente vai tocar. E aí??? Fica definitivamente provada a existência do jabá??? Poizé, zé! Essa é a próxima lei q pode vigorar por aqui, ehehehe!

DISCO NA AGULHA: "CORAÇÃO SELVAGEM" - BELCHIOR

Terça-feira, Novembro 21, 2006

Anthology às avessas

Eu q curto ficar fuçando o baú dos Beatles pra ver como eram os rascunhos das canções q tanto adoro, estou testemunhando um momento interessante de um outro grande ídolo meu, o véio alemão q colocou dente de ouro, Sr. Humberto Gessinger.
Longe de mim querer comparar com os Beatles pq não tem o q se possa comparar aos 4 de Liverpool. Mas o caudilho q usa All Star disponibilizou recentemente em seu site uns vídeos da fase embrionária de algumas canções q provavelmente estarão no seu próximo disco. O esquema é o cara mostrando a música pra vc, da forma mais nua e crua possível, algumas só no violão, uma no piano e uma na (pasmem!) viola caipira. Acho legal isso pq dá pra acompanhar o desenvolvimento da composição, presenciar um dos momento mais bacanas (pelo menos pra mim) em toda essa stória de viver cercado de música, q é o da criação de uma canção.

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Por falar em composição...

Eu sempre pensei q o Canal Brasil só existia pra queimar o filme das atrizes globais, exibindo pornochanchadas. Porém (TEM SEMPRE UM PORÉM!!!), descobri por lá uma boa programação musical. O destaque é o programa Zoombido, apresentado pelo Moska. Foi realizada uma parceria entre 26 compositores brasileiros (O Moska iniciou e cada um continuou com uma frase e a melodia) e, a cada episódio, um dos parceiros é entrevistado e toca algumas de suas canções. O diferencial da entrevista é q ela fala basicamente sobre composição. O que o autor sente, quais seus métodos, hábitos criativos, etc...
Obrigatório.


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Tetra!

E o São Paulo é tetracampeão brasileiro. Justo!
Só espero não demorar mais 15 anos pra ver esse título no Morumbi novamente. Mal me lembrava daquele gol do Mário Tilico em 1991...

DISCO NA AGULHA: "VENTURA" - LOS HERMANOS

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

Vamô improvisá!

Uma coisa é estar vivo
Outra coisa é existir
Estar vivo é respirar
Existir é inspirar

Uma coisa é estar vivo
Outra coisa é existir
Estar vivo é só olhar
Existir é lá estar

Uma coisa é estar vivo
Outra coisa é existir
Estar vivo é passar
Existir é ficar

Viva a existência!
Eu vivo a existência.

DISCO NA AGULHA: "FARINHA DO MESMO SACO" - CARLOS MALTZ

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

loucura não faz sentido...

Por motivos menores do que esse, eu comecei a escrever sem saber qdo, onde e se iria acabar algum dia. Ou mesmo se passaria de um pequeno parágrafo. Quem sabe, um daqueles infinitos q tanto me agrada. Um massaroco de palavras soltas formando frases sem sentido pra mim, mas com sentido pra alguém q fosse ler. Poderia ser um metido a intelectual q entende até a linha de pensamento do desenho de um passarinho q pisou no cimento fresco e lá deixou pegadas aleatórias ou algum deprimido, quase a ponto de tirar a própria vida, que só precisa ler a palavra "lodo" para encontrar um sentido para sua pobre e miserável vida de horrores e misérias jamais vistos por um ser humano neste ou em qualquer dos sistemas solares espalhados pela vastidão infinita desse universo tão maravilhoso criado por deus, nosso senhor e pai eterno, representado nesse plano existencial pelos padres, pastores e loucos das igrejas, assembléias e hospícios espalhados por aí e que não nos deixam nenhuma dúvida de que somos torturados de todas as formas possíveis e imaginárias, por pessoas das quais jamais suspeitaríamos (mas sempre aparece algum cagüetão dedo-duro pra nos avisar...) e, qdo menos esperamos, nos desfere a punhalada certeira num momento de descontração e intimidade onde apenas pedimos de forma educada para que coçasse nossas costas num lugar onde não alcançamos pq não nos alongamos suficientemente durante o decorrer de nossa juventude perdida e desperdiçada durante horas na frente de TVs, computadores, videogames, livros, revistas eróticas, HQs, palestras, trabalhos e coisas das quais não ouso pronunciar os nomes para não atrair a ira de Lúcifer/Satã/Mephistópholes/Coisa-ruim/Tinhoso/Capeta/Diabo/Belzebú/ sobre minha pessoa e também dos meus entes queridos q costumam não valer muito e só se fazem de bonzinhos qdo precisam de minhas habilidades para solucionar o nome daquela banda q cantava um antigo hit-filho-único-de-mãe-solteira dos anos 70 e q o vocalista morreu de overdose qdo tentava transar com uma groupie e um jaboti ao mesmo tempo. Coisas de rockstar! Coisas de poeta que por motivos menores do que esse, eu comecei a escrever sem saber qdo, onde e se iria acabar algum dia. Ou mesmo se passaria de um pequeno parágrafo. Quem sabe, um daqueles infinitos q tanto me agrada. Um massaroco de palavras soltas formando frases sem sentido pra mim, mas com sentido pra alguém q fosse ler. Poderia ser um metido a intelectual q entende até a linha de pensamento do desenho de um passarinho q pisou no cimento fresco e lá deixou pegadas aleatórias ou algum deprimido, quase a ponto de tirar a própria vida, que só precisa ler a palavra "lodo" para encontrar um sentido para sua pobre e miserável vida de horrores e misérias jamais vistos por um ser humano neste ou em qualquer dos sistemas solares espalhados pela vastidão infinita desse universo tão maravilhoso criado por deus, nosso senhor e pai eterno, representado nesse plano existencial pelos padres, pastores e loucos das igrejas, assembléias e hospícios espalhados por aí e que não nos deixam nenhuma dúvida de que somos torturados de todas as formas possíveis e imaginárias, por pessoas das quais jamais suspeitaríamos (mas sempre aparece algum cagüetão dedo-duro pra nos avisar...) e, qdo menos esperamos, nos desfere a punhalada certeira num momento de descontração e intimidade onde apenas pedimos de forma educada para que coçasse nossas costas num lugar onde não alcançamos pq não nos alongamos suficientemente durante o decorrer de nossa juventude perdida e desperdiçada durante horas na frente de TVs, computadores, videogames, livros, revistas eróticas, HQs, palestras, trabalhos e coisas das quais não ouso pronunciar os nomes para não atrair a ira de Lúcifer/Satã/Mephistópholes/Coisa-ruim/Tinhoso/Capeta/Diabo/Belzebú/ sobre minha pessoa e também dos meus entes queridos q costumam não valer muito e só se fazem de bonzinhos qdo precisam de minhas habilidades para solucionar o nome daquela banda q cantava um antigo hit-filho-único-de-mãe-solteira dos anos 70 e q o vocalista morreu de overdose qdo tentava transar com uma groupie e um jaboti ao mesmo tempo. Coisas de rockstar! Coisas de poeta que Por motivos menores do que esse, eu comecei a escrever sem saber qdo, onde e se iria acabar algum dia. Ou mesmo se passaria de um pequeno parágrafo. Quem sabe, um daqueles infinitos q tanto me agrada. Um massaroco de palavras soltas formando frases sem sentido pra mim, mas com sentido pra alguém q fosse ler. Poderia ser um metido a intelectual q entende até a linha de pensamento do desenho de um passarinho q pisou no cimento fresco e lá deixou pegadas aleatórias ou algum deprimido, quase a ponto de tirar a própria vida, que só precisa ler a palavra "lodo" para encontrar um sentido para sua pobre e miserável vida de horrores e misérias jamais vistos por um ser humano neste ou em qualquer dos sistemas solares espalhados pela vastidão infinita desse universo tão maravilhoso criado por deus, nosso senhor e pai eterno, representado nesse plano existencial pelos padres, pastores e loucos das igrejas, assembléias e hospícios espalhados por aí e que não nos deixam nenhuma dúvida de que somos torturados de todas as formas possíveis e imaginárias, por pessoas das quais jamais suspeitaríamos (mas sempre aparece algum cagüetão dedo-duro pra nos avisar...) e, qdo menos esperamos, nos desfere a punhalada certeira num momento de descontração e intimidade onde apenas pedimos de forma educada para que coçasse nossas costas num lugar onde não alcançamos pq não nos alongamos suficientemente durante o decorrer de nossa juventude perdida e desperdiçada durante horas na frente de TVs, computadores, videogames, livros, revistas eróticas, HQs, palestras, trabalhos e coisas das quais não ouso pronunciar os nomes para não atrair a ira de Lúcifer/Satã/Mephistópholes/Coisa-ruim/Tinhoso/Capeta/Diabo/Belzebú/ sobre minha pessoa e também dos meus entes queridos q costumam não valer muito e só se fazem de bonzinhos qdo precisam de minhas habilidades para solucionar o nome daquela banda q cantava um antigo hit-filho-único-de-mãe-solteira dos anos 70 e q o vocalista morreu de overdose qdo tentava transar com uma groupie e um jaboti ao mesmo tempo. Coisas de rockstar! Coisas de poeta que Por motivos menores do que esse, eu comecei a escrever sem saber qdo, onde e se iria acabar algum dia. Ou mesmo se passaria de um pequeno parágrafo. Quem sabe, um daqueles infinitos q tanto me agrada. Um massaroco de palavras soltas formando frases sem sentido pra mim, mas com sentido pra alguém q fosse ler. Poderia ser um metido a intelectual q entende até a linha de pensamento do desenho de um passarinho q pisou no cimento fresco e lá deixou pegadas aleatórias ou algum deprimido, quase a ponto de tirar a própria vida, que só precisa ler a palavra "lodo" para encontrar um sentido para sua pobre e miserável vida de horrores e misérias jamais vistos por um ser humano neste ou em qualquer dos sistemas solares espalhados pela vastidão infinita desse universo tão maravilhoso criado por deus, nosso senhor e pai eterno, representado nesse plano existencial pelos padres, pastores e loucos das igrejas, assembléias e hospícios espalhados por aí e que não nos deixam nenhuma dúvida de que somos torturados de todas as formas possíveis e imaginárias, por pessoas das quais jamais suspeitaríamos (mas sempre aparece algum cagüetão dedo-duro pra nos avisar...) e, qdo menos esperamos, nos desfere a punhalada certeira num momento de descontração e intimidade onde apenas pedimos de forma educada para que coçasse nossas costas num lugar onde não alcançamos pq não nos alongamos suficientemente durante o decorrer de nossa juventude perdida e desperdiçada durante horas na frente de TVs, computadores, videogames, livros, revistas eróticas, HQs, palestras, trabalhos e coisas das quais não ouso pronunciar os nomes para não atrair a ira de Lúcifer/Satã/Mephistópholes/Coisa-ruim/Tinhoso/Capeta/Diabo/Belzebú/ sobre minha pessoa e também dos meus entes queridos q costumam não valer muito e só se fazem de bonzinhos qdo precisam de minhas habilidades para solucionar o nome daquela banda q cantava um antigo hit-filho-único-de-mãe-solteira dos anos 70 e q o vocalista morreu de overdose qdo tentava transar com uma groupie e um jaboti ao mesmo tempo. Coisas de rockstar! Coisas de poeta que pedem um copo d'água só depois de desidratar o corpo de forma mortal numa balada regada a mulheres e ecstasy.

DISCO NA AGULHA: "B.CAB" - THE MEDINA BROTHER ORTESKRA

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

Pelo menos...

- O São Paulo vai ser campeão brasileiro.
- Consegui escrever o q pode ser uma letra de música.
- O disco dos Beselhos passou no teste de aprovação escamosa.
- el escama será inspiração pra um personagem de um livro.
- A inversão da velha máxima tornou-se a nova máxima: "É gostoso ser chato".
- Novas janelas profissionais surgem de onde menos se espera.
- Amanhã (dia 11) o site hawaiano terá canções inéditas.
- A mentira tem pernas curtas.

DISCO NA AGULHA: "OVRECA" - BESELHOS

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

Eu q demorei pra escrever aqui por preguiça, agora demoro por raiva. Vai tomar no meio do seu cu, thanks!

DISCO NA AGULHA: "ECHOES: THE BEST OF" - PINK FLOYD