Terça-feira, Outubro 11, 2005
loucura não faz sentido...
Vai o cara apaixonado e tropeça na rosa que regou durante a vida inteira pensando em dar para a sua amada.
A flor pisoteada ainda era bela, mas incapaz de satisfazer o conto de fadas imaginado pelo cara apaixonado.
O que fazer? O que fazer? Se indagava, cego pelo desespero.
A resposta só podia ser uma: matar a amada para que ela não sofresse a tamanha decepção e em seguidar dar cabo na própria vida que de nada valeu até então.
Simples. Mas como matar alguém que significa tudo para você? Como retirar da sua vida, mesmo que por alguns segundos, aquela que você elegeu para compartilhar os seus melhores e piores momentos, suas glórias e fracassos, seus altos e baixos?
A vida é um amontoado de coisas e, nesse momento, todas estão nas suas costas.
O fardo pesado atinge o cara apaixonado e ele não sabe por quanto tempo irá suportar.
Fica como está?
Joga tudo pra ar?
Será que vai dar tempo?
Será que é muito cedo?
Será que vai dar certo?
Será que é muito tarde pra arriscar?
O cara apaixonado sente-se um imbecil e agora até acha bom ter tropeçado na rosa que regou durante a vida inteira, pois seria um motivo pra acabar com aquela tola existência.
Decidiu que morreria sozinho, pois errou sozinho. Que sua amada prossiga e complete seu ciclo com quem lhe dê atenção e não perca tempo numa maldita rosa amarela.
Morre o cara apaixonado. Morre odiando sua vida e sua flor pisoteada.
DISCO NA AGULHA: "ROBERTO CARLOS 1971" - ROBERTO CARLOS
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